VÂNIA DE FARIAS CASTRO

domingo, 24 de março de 2019

Uma coisa intrigante que ainda não consegui entender por mais que me esforce.
Durante o processo eleitoral, desde o da Presidenta Dilma Roussef, durante o tenebroso golpe, o desgoverno do Temer, e por ocasião da ultima eleição presidencial, nos abstivemos de usar até o termo coxinha, para nos referir aos opositores de nossa democracia. Sim, porque os mesmos não estavam se opondo ao PT, como alardeavam a pleno pulmões, mas a um plano de governo, que tinha como uma das metas, reduzir as desigualdades sociais, que há muito vinha se transformando em abismos sociais, através de alguns planos de governo, que beneficiaram não apenas seus eleitores, bem como quem já não votava, quem jamais votou, e quem nunca votaria. E mais, que de forma agressiva e fanática defendia um juiz arbitrário, despreparado, com uma postura jamais vista, pelo menos por nós, em qualquer judiciário do país, que apenas copiava uma operação fracassada que se deu na Itália, e apenas com propósitos políticos partidários, com o agravante de está claramente a serviço do capital estrangeiro, repetindo um script conhecido e velho, usado no golpe militar de 64, o que culminou com o Ato Institucional, que violava os direitos civis, autorizava o estado a matar, perseguir, torturar qualquer desafeto ou cidadão comum, que estivesse no lugar errado e no momento errado, sem qualquer participação política naqueles tenebrosos tempos.
O AI 5, provocou a morte, tortura, opressão, perseguição, incineração de inúmeros brasileiros que sonhavam e lutavam pela manutenção de nossa democracia e de nossa soberania, ao contrário dos assassinos que assumiram o poder, que desfilavam arrogantes, usando os mesmos argumentos de defensores da moral e dos bons costumes, quando na verdade não passavam de psicopatas sanguinários ferindo, extirpando seus de mulheres valentes, inteligentes, corajosas e determinadas que se tornaram vítimas daqueles monstros se revezando em intermináveis sessões de humilhações e torturas, estupros coletivos cometidos por homens que deveriam nos proteger e manter a ordem, mas não passavam de seres cruéis que aproveitavam o momento para estravarem seu ódio, taras e total ausência de empatia, sem qualquer escrúpulo, ou comando, eis que seus comandantes eram tão cruéis e desumanos, quanto eles próprios.
Pois bem, tivemos o cuidado de nos abster de comentários maldosos, discriminatórios e estigmatizadores durante esses anos, justificando que eles, os defensores atuais da mesma "moral e bons costumes" estavam exercendo seu direito de escolha e de livre expressão, e não cabia a nós, pelo fato de pensarmos, sentirmos e acreditarmos diferentes, nos julgarmos superiores usando termos que considerávamos depreciativos...
Mais eis que surge uma nova onda: O psicopata foi eleito, mas seus eleitores e vorazes defensores, passaram a agredir mais, ferir mais, chocar mais, nos provocando, insultando e insuflando a desordem, a morte, a grosseria, a crueldade e a barbárie. E se nos posicionamos de forma contrária, os mesmos, com a covardia que sói acontecer com os pusilânimes e ególatras, assumem o discurso de vítimas, e nos acusando de petistas e hospedeiros do ódio, enquanto eles, se consideram a personificação do amor, mascarando um ódio pelos próprios compatriotas e por eles próprios, num desfile de auto estima rebaixada, hediondez e crueldade que explodiu desde há muito, mas que muitos de nós, fazia questão de cegar ante a tanta barbárie e crueldade que já se mostrava embrionária, mas que agora, nasce para a luz, eis que o mal é corajoso e atrevido e o bem é tímido.
Vânia De Farias Castro.
Em 20 de janeiro de 2019.


Postado por VÂNIA DE FARIAS CASTRO às 05:52
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